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Formação psicanalítica

O Instituto de Psicanálise

A formação de psicanalistas do GEP Rio Preto e Região, segundo as diretrizes da Associação Psicanalítica Internacional (IPA).

Retrato de grupo, em preto e branco: Freud sentado ao lado de
                  outros dois psicanalistas, com quatro de pé atrás deles.
O Comitê, 1922.

A formação psicanalítica, de acordo com os padrões da Associação Psicanalítica Internacional (IPA) e com os critérios do Instituto de Psicanálise do GEP Rio Preto e Região, inicia-se com a seleção de postulantes à formação de psicanálise.

Terminada a fase de seleção e o pretendente escolhido nesse processo, o postulante passa a ser denominado Candidato à formação no Instituto de Psicanálise do GEP Rio Preto e Região, e dá-se início à formação.

A formação compreende aspectos subjetivos e objetivos, em que o Candidato é acompanhado e avaliado.

Aspectos subjetivos

Desde o interesse do Candidato pelas áreas do conhecimento objetivo da formação até e, sobretudo, a disposição e curiosidade pela sua própria vida mental.

O conjunto composto por análise pessoal, supervisões e seminários teóricos e clínicos oferece ao membro em formação terreno propício para o amadurecimento de aspectos mais primitivos de sua personalidade. A constante e frequente imersão em seu psiquismo, acompanhado por profissionais que passaram por longos anos por esse processo, tem por base instrumentalizar o candidato a desenvolver uma ampla capacidade para lidar com o universo do seu próprio mundo mental, consequentemente auferindo-lhe uma dimensão ética para lidar com a vida mental de seus pacientes e para o desenvolvimento das relações sociais em que vivemos.

Aspectos objetivos

A formação no Instituto de Psicanálise é composta por cinco etapas.

  1. Análise pessoal

    Quatro sessões semanais, no mínimo cinco anos.

    Acompanhado por um analista com funções didáticas, membro do GEP Rio Preto e Região, com frequência de no mínimo 5 (cinco) anos e composta por não menos que 4 (quatro) sessões semanais.

    Em seu primeiro ano, o analista em formação terá o compromisso com sua análise pessoal. No fim desse primeiro ano, fará novas entrevistas, para dar sequência em sua formação e iniciar os seminários teóricos.

  2. Seminários teóricos

    Aulas semanais, quatro anos.

    Os seminários teóricos são aulas semanais com duração de 4 (quatro) anos, por meio das quais o Candidato fará contato com autores clássicos e contemporâneos, incluindo seminários sobre técnica.

    Os seminários teóricos visam desenvolver em seus membros uma visão ampla de autores fundamentais para a compreensão do pensamento psicanalítico, assim como relacionar e diferenciar a episteme de cada um desses autores.

    Todos os seminários teóricos são coordenados por membros efetivos do GEP Rio Preto e Região; apenas os seminários sobre técnica serão coordenados por membros efetivos com funções didáticas.

  3. Seminários clínicos

    Encontros semanais, depois dos seminários de técnica.

    Uma vez concluídos os seminários sobre técnica psicanalítica, o candidato está liberado para iniciar sua participação nos seminários clínicos, que são experiências vivas da clínica e com encontros semanais. Esses seminários têm a função de estimular a curiosidade e o desenvolvimento do pensamento psicanalítico criativo, reflexivo e crítico.

    Com alguma frequência, ocorrerão seminários clínicos com analistas de outras sociedades de psicanálise.

  4. Supervisões clínicas

    Duas supervisões, de 80 horas cada, com relatório escrito.

    Nesse mesmo período iniciam-se as supervisões clínicas, nas quais o candidato em formação terá a oportunidade para desenvolver a observação e o pensamento clínico psicanalítico. Estas, também realizadas com analistas didatas membros do GEP, que não sejam seus próprios analistas.

    Duas supervisões fazem parte da formação. O Candidato deverá apresentar dois casos de pacientes com frequência de 4 (quatro) sessões semanais, cada uma. Cada supervisão com duração de 80 (oitenta) horas, com frequência semanal, totalizando dois anos por supervisão.

    Finalizada a primeira supervisão, o Candidato deverá apresentar por meio de um trabalho escrito sua experiência supervisionada, relacionando-a com as teorias psicanalíticas. Essa é a fase na qual o formando terá a oportunidade para o desenvolvimento da narrativa psicanalítica, integrando a experiência clínica com o conhecimento teórico.

    Esse relatório é avaliado por uma banca que, uma vez aprovando o relatório, autoriza o ingresso na segunda supervisão, que seguirá as mesmas regras que a primeira. Após o parecer da banca, o Candidato está autorizado a apresentar seu relatório aos seus colegas em formação.

  5. Passagem a Membro Associado

    Aprovado nas duas supervisões e na avaliação de aproveitamento.

    Aprovado nas duas supervisões e na avaliação geral de seu aproveitamento pela comissão de ensino, o Candidato ingressará como Membro Associado do GEP Rio Preto e Região, onde terá oportunidade de continuar seu desenvolvimento pessoal e científico.

    Como Membro do GEP, o Membro Associado passa a participar das comissões e atribuições institucionais, além de continuar seu desenvolvimento como psicanalista por meio de reuniões científicas, apresentações de trabalhos e representando o GEP em Congressos Nacionais e Internacionais.

Tornar-se um Psicanalista, Membro Associado ao GEP, em conformidade com os padrões estabelecidos pela Associação Psicanalítica Internacional, não é apenas uma formação teórico-clínica que capacita seus analistas ao bom exercício de suas funções. Nossa formação é fortemente atrelada à experiência pessoal, transformadora, pelo aprofundamento de sua análise pessoal (análise didática), que lhe possibilitará realizar todo aquele conhecimento teórico-clínico oferecido nas outras instâncias (seminários) da formação. Portanto, uma formação que integra o ser e o conhecer em compromisso ético com a vida psíquica e de relação com o outro. É compromisso e preservação com o pensar e com a verdade.

O GEP Rio Preto e Região é entidade filiada à Associação Psicanalítica Internacional (IPA) e federada à Federação Brasileira de Psicanálise (FEBRAPSI).